quinta-feira, 18 de março de 2010

Evite a gripe e suas complicações

Cronograma da Vacinação contra a Influenza H1N1 para quem é portador do HIV

(tendo diagnóstico de AIDS ou não)

SUA IDADE

PERÍODO PARA VACINAÇÃO

Menos de 20 anos

(indicar que é portador de doença crônica)

22 de março a 02 de abril

De 20 a 29 anos

(portadores ou não de doença crônica)

05 a 23 de abril

De 30 a 39 anos

(portadores ou não de doença crônica)

10 a 21 de maio

De 40 a 59 anos

(indicar que é portador de doença crônica)

22 de março a 02 de abril

60 anos ou mais

(indicar que é portador de doença crônica)

24 de abril a 07 de maio

OBS1: As pessoas com HIV/AIDS devem ser vacinadas, independente da contagem de CD4.

OBS2: conforme orientação do Departamento de DST AIDS/MS, não é necessário revelar o diagnóstico específico: basta afirmar ser portador de doença crônica. Mas não se estresse por isso: se o vacinador insistir, diga que tem doença imunossupressora.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Escolhendo a banana certa


As bananeiras que produzem frutos comestíveis são da espécie Musa acuminata (genoma A) ou do seu cruzamento com a Musa balbisiana (genoma B).
Os grupos varietais agregam características semelhantes: Cavendish – grupo genômico AAA (banana Nanica); Ouro – grupo genômico AA (banana Ouro); Maçã – grupo genômico AAB (banana Maçã, banana Figo) e Prata – grupo genômico AAB (banana Prata). As frutas de variedade do tipo AA e AAA são mais doces, enquanto as do tipo AAB, são mais ácidas.
Como o estudo que identificou o BanLec foi feito com a espécie Musa acuminata (genoma A) a bola tá com as bananas nanica e ouro.
Banana-nanica (banana d'água, banana-da-china, banana-anã ou banana chorona): tem casca fina e amarelo-esverdeada (mesmo na fruta madura) e polpa bastante doce, macia e de aroma agradável. Cada cacho tem por volta de duzentas bananas;

Banana-ouro (iniajá, banana-dedo-de-moça, banana-mosquito, banana-imperador): é a menor de todas as bananas, medindo no máximo 10 cm. (Prá ver que tamanho nem sempre é documento!). Tem forma cilíndrica, casca fina de cor amarelo-ouro, polpa doce, de sabor e cheiro agradáveis.

Yes, nós temos banana


Um novo estudo publicado na revista científica Journal of Biological Chemistry mostra que as bananas estarão no caminho do HIV em futuro próximo.
As bananas contêm produtos químicos naturais chamados lectinas. As lectinas são tipos de proteínas com capacidade de se ligar a determinados tipos de açúcares.
Por sua vez, o HIV é um retrovírus que apresenta em seu envelope externo a gp120, uma glicoproteína capaz de se ligar simultaneamente ao receptor de membrana CD4 dos linfócitos T auxiliares (ou células CD4), estágio indispensável para produzir a infecção viral em nosso organismo. As glicoproteínas, como a gp 120, são proteínas que contêm um ou mais açúcares em sua estrutura, o que permite a ligação com as lectinas.
Pois o estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan (EUA) descobriu que uma lectina, isolada da banana, é um potencial componente para a produção de microbicídas antivirais capazes de prevenir sua transmissão sexual.
Além disso, aponta para a possibilidade de uso no próprio tratamento da infecção pelo HIV. Como as lectinas se ligam à gp 120 do HIV, elas podem impedir o processo de replicação do vírus evitando sua fusão nas células de defesa (linfócitos CD4).
O produto, agora chamado de BanLec (BANana LECtina) demonstrou uma potência similar aos medicamentos T-20 e Maraviroc atualmente em uso clínico contra o HIV.
Ainda mais: parece ser capaz de evitar a resistência viral, atuando também sobre suas possíveis mutações.
Como é um produto disponível na natureza e muito barato, o BanLec pode significar um grande avanço no enfrentamento da Aids (se a grande indústria farmacêutica não boicotar, prá não deixar de ganhar seus imensos lucros com a doença alheia).

Este posto foi sugerido pelo Gil (o adorador de bananas) e editado pelo Zé.
A notícia original (em inglês) pode ser conferida nos endereços da JBC e AIDSMEDS:
http://www.jbc.org/content/285/12/8646.abstract e
http://www.aidsmeds.com/articles/hiv_banana_benlec_1667_18156.shtml

domingo, 7 de março de 2010

Portadores do HIV e expectativa de vida


Fazendo o adequado tratamento antirretroviral e tomando outros cuidados de saúde, os portadores de HIV podem ter uma expectativa de vida igual às pessoas que não têm o vírus da Aids, demonstraram dois estudos apresentados recentemente na 17ª Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada em São Francisco, (EUA) em fevereiro deste ano.

Conforme a cobertura oficial da Conferência, pesquisadores holandeses fizeram a monitoria de mais de 400 pessoas recém diagnosticadas com HIV, entre 1998 e 2008. Para cada grupo de 150 doentes, foi observada apenas uma morte por ano e, utilizando este dado, os investigadores fizeram uma relação com a expectativa de vida mundial.
Uma pessoa diagnosticada com HIV aos 25 anos, por exemplo, pode esperar viver mais 52 anos, ou seja, viver até os 77 anos, numa expectativa de vida quase idêntica à média de vida de uma pessoa sem HIV na população geral holandesa.

Numa outra pesquisa, investigadores europeus acompanharam a taxa de mortalidade em mais de 80.000 portadores do HIV. Entre os homens que tinham uma contagem de células CD4 acima de 500 cópias/mm3 de sangue e que não usavam drogas injetáveis, a taxa de mortalidade foi idêntica aos seus pares soronegativos. Entre as mulheres com HIV foi observada uma taxa de mortalidade um pouco mais elevada; contudo, os investigadores pensam que este fato deve estar relacionado a fatores sociais, econômicos e comportamentais.

Segundo Denise Lotufo Estevam, infectologista do Centro de Referência e Treinamento em DST e Aids de São Paulo (CRT-DST/Aids), que participou da Conferência, o evento destacou muito a alteração das causas de óbito entre portadores de HIV/Aids, que hoje morrem mais de doenças cardiovasculares, por exemplo, do quem em decorrência de falências do sistema imunológico. “Ainda não podemos garantir que a expectativa de vida (de uma pessoa com e sem HIV) é igual, pois precisamos de muitos outros estudos, mas sem dúvida a Aids é uma doença crônica”, comentou. “Hoje as pessoas (vivendo com HIV) podem fazer planos para o futuro, cursar uma faculdade, ter uma carreira profissional”, exemplificou.

São mudanças que percebemos em nosso cotidiano e que, portanto, não são de grande novidade. No entanto, é importante que este fato tenha sido acompanhado e observado através de trabalhos científicos. É uma confirmação do que já se desconfiava.
Agora, o mais importante: não podemos esquecer que isso tudo é resultado do esforço das ONG/AIDS e do ativismo das pessoas vivendo com HIV/Aids, tanto em nosso país como no resto do mundo.
Não lutar pelos seus direitos é como morrer. Lembre: Silêncio=Morte!

A notícia deste post foi sugerida e encaminhada por Júnior.
O artigo original está no site da Agência de Notícias da Aids, no endereço http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=14192