
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Descoberta de novos anticorpos anti-HIV

Um grupo de cientistas americanos identificou novos anticorpos que defendem o organismo contra o HIV, o vírus causador da aids.
O artigo descrevendo o achado foi publicado em 03/09/09 no site da revista “Science”. A partir de um doador africano soropositivo, a equipe coordenada por Laura Walker, do Instituto de Pesquisas Scripps, na Califórnia (EUA), isolou dois anticorpos anteriormente não conhecidos.
O achado, considerado um dos mais promissores dos últimos 20 anos na luta contra a aids, abre novo caminho no desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a doença.
A pesquisa constatou que os anticorpos (PG9 e PG16) parecem ser não só “muito potentes” na neutralização do vírus, como capazes de bloquear a ação de uma grande variedade de subtipos do HIV, uma gama de alvos que supera a de anticorpos já avaliados. O PG9 combateu com sucesso 127 de 162 subtipos (78%) e o PG16, 119 de 162 (73%).
Os anticorpos atuam como uma espécie de chave para um cadeado viral oculto, reconhecendo um padrão em uma proteína do HIV que não havia ainda sido descrita pela ciência.
O artigo descrevendo o achado foi publicado em 03/09/09 no site da revista “Science”. A partir de um doador africano soropositivo, a equipe coordenada por Laura Walker, do Instituto de Pesquisas Scripps, na Califórnia (EUA), isolou dois anticorpos anteriormente não conhecidos.
O achado, considerado um dos mais promissores dos últimos 20 anos na luta contra a aids, abre novo caminho no desenvolvimento de uma vacina eficaz contra a doença.
A pesquisa constatou que os anticorpos (PG9 e PG16) parecem ser não só “muito potentes” na neutralização do vírus, como capazes de bloquear a ação de uma grande variedade de subtipos do HIV, uma gama de alvos que supera a de anticorpos já avaliados. O PG9 combateu com sucesso 127 de 162 subtipos (78%) e o PG16, 119 de 162 (73%).
Os anticorpos atuam como uma espécie de chave para um cadeado viral oculto, reconhecendo um padrão em uma proteína do HIV que não havia ainda sido descrita pela ciência.
Tanto a identificação dos anticorpos quanto do “cadeado” constituem um novo alvo no desenvolvimento de futuras vacinas contra o vírus da aids.Os cientistas analisaram 1,8 mil pacientes de Tailândia, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e de uma série de países da África subsaariana.
Vacina terapêutica

O mais novo avanço mundial no combate ao vírus da aids foi anunciado, esta manhã, no Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Pesquisadores do Departamento de Genética da UFPE e do Laboratório de Imunopatologia Keiso Asami (LIKA) identificaram dois genes humanos que possuem proteínas capazes de ajudar no tratamento com a imunovacina de células dendríticas contra o vírus HIV, sendo desenvolvida pela UFPE desde 2001.
A grande novidade da descoberta é que, pela primeira vez, estudiosos se debruçam sobre o genoma humano para saber por que uma pessoa não consegue reagir positivamente a uma tentativa de vacina terapêutica contra o HIV. A novidade, anunciada com exclusividade em Pernambuco, vai ser apresentada em Paris, durante o Congresso Mundial de Vacinas contra a aids.
A pesquisa sobre o genoma teve uma motivação. Dos 18 pacientes voluntários que participaram da primeira fase dos testes da imunovacina, dez não responderam bem, enquanto oito tiveram sucesso, com redução de até 80% da carga viral, o que representa um bom controle imunológico. "Temos um paciente que passou até três anos sem tomar remédio", informou o médico Luiz Claudio Arraes, que participa dos estudos.
A questão era saber por que os outros não conseguiram o mesmo resultado. A imunovacina foi aplicada em pessoas portadoras do HIV, que nunca haviam tomado qualquer medicamento contra o vírus e que ainda não tinham apresentado sintomas da doença.
O geneticista Sérgio Crovella, titular do Departamento de Genética da UFPE, explicou que o genoma é apenas um dos aspectos que podem ser estudados no caso da aids, mas apesar disso nunca havia sido pesquisado, como fez a equipe pernambucana. "Na medida em que podemos identificar o contingente de pacientes infectados que respondem bem à imunovacina, aumenta a objetividade do tratamento, além de dar condições de projetarmos novas estratégicas terapêuticas vacinais", explicou.
Os pesquisadores, no entanto, alertam que os estudos para aprimorar a vacina são apenas terapêuticos. Ou seja, servem como parte do tratamento em pacientes já infectados pelo vírus e podem evitar o desenvolvimento de sintomas.
A grande novidade da descoberta é que, pela primeira vez, estudiosos se debruçam sobre o genoma humano para saber por que uma pessoa não consegue reagir positivamente a uma tentativa de vacina terapêutica contra o HIV. A novidade, anunciada com exclusividade em Pernambuco, vai ser apresentada em Paris, durante o Congresso Mundial de Vacinas contra a aids.
A pesquisa sobre o genoma teve uma motivação. Dos 18 pacientes voluntários que participaram da primeira fase dos testes da imunovacina, dez não responderam bem, enquanto oito tiveram sucesso, com redução de até 80% da carga viral, o que representa um bom controle imunológico. "Temos um paciente que passou até três anos sem tomar remédio", informou o médico Luiz Claudio Arraes, que participa dos estudos.
A questão era saber por que os outros não conseguiram o mesmo resultado. A imunovacina foi aplicada em pessoas portadoras do HIV, que nunca haviam tomado qualquer medicamento contra o vírus e que ainda não tinham apresentado sintomas da doença.
O geneticista Sérgio Crovella, titular do Departamento de Genética da UFPE, explicou que o genoma é apenas um dos aspectos que podem ser estudados no caso da aids, mas apesar disso nunca havia sido pesquisado, como fez a equipe pernambucana. "Na medida em que podemos identificar o contingente de pacientes infectados que respondem bem à imunovacina, aumenta a objetividade do tratamento, além de dar condições de projetarmos novas estratégicas terapêuticas vacinais", explicou.
Os pesquisadores, no entanto, alertam que os estudos para aprimorar a vacina são apenas terapêuticos. Ou seja, servem como parte do tratamento em pacientes já infectados pelo vírus e podem evitar o desenvolvimento de sintomas.
A vacina em si não impede a transmissão da doença, que pode ser contraída através de relações sexuais sem o uso de preservativos, do compartilhamento de agulhas e seringas e de transfusões de sangue. Ainda não há previsão de quando a vacina que está sendo pesquisada na UFPE será utilizada em larga escala.
Fonte: Diário de Pernambuco
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